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NEABI

II Congresso de Educação Profissional e Tecnológica do IFSP (CONEPT)

  • Publicado: Sexta, 09 de Dezembro de 2016, 13h19
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Servidora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo IFSP- Câmpus Registro, Andréia Regina Silva Cabral Libório, participa do II Congresso de Educação Profissional e Tecnológica do IFSP (CONEPT), que ocorreu no Câmpus Votuporanga nos dias 28/11/2016 e 29/11/2016, representou o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas - NEABI do IFSP apresentando trabalho na modalidade pôster, os trabalhos apresentados intitulam-se: REFLEXÕES SOBRE O CURRÍCULO SOB A PERSPECTIVA DA ETNOMATEMÁTICA: POSSIBILIDADES EM UMA ESCOLA QUILOMBOLA. O objetivo geral desta pesquisa é verificar quais as contribuições da Etnomatemática para a formação do cidadão oriundo de uma escola e/ou Comunidade Quilombola. E PERSPECTIVAS DA ETNOMATEMÁTICA: UM ESTUDO INTRODUTÓRIO. o objetivo geral dessa pesquisa visa evidenciar o processo histórico da Etnomatemática, quais os precursores desta corrente; bem como investigar e apresentar possibilidades e desafios da Etnomatemática para o processo de ensino e aprendizagem.
A Etnomatemática emergiu no Brasil de um Programa de pesquisa como uma proposta para teoria do conhecimento, tendo como seu precursor Ubiratan D’Ambrósio, este Programa denominado de Etnomatemática surgiu da análise de programas matemáticos em diversos ambientes culturais e foi ampliada para analisar diversas formas de conhecimento, todavia não obstante teorias e práticas matemáticas    .
A Etnomatemática foi apresentada pelo precursor brasileiro Ubiratan D’Ambrósio em 1984 no Congresso Internacional de Educação Matemática em Adelaide na Austrália. D’ Ambrósio apresentou sua teorização para uma das linhas de suas pesquisas, a qual busca entender o saber/fazer matemático ao longo da história da humanidade e possibilita contextualizações em diferentes grupos de interesse, povos, comunidades ou nações.
D’ Ambrósio (2015) considera o programa como um estudo da evolução cultural da humanidade a partir da dinâmica cultural que nota-se nas manifestações matemáticas.
Assim sendo, a Etnomatemática define-se como a matemática praticada por grupos culturais, tais como comunidades urbanas e rurais, grupos de trabalhadores, classes profissionais, crianças de certa faixa etária, sociedades indígenas e diversos outros grupos.
É sabido que existem diversos estudos da Etnomatemática do cotidiano, uma etnomatemática não é aprendida nas escolas, mas sim no ambiente familiar, no ambiente dos brinquedos, de trabalho, entre outros. Esse aprendizado se dá por meio das manifestações intrínsecas às relações sociais, ambientais e culturais. Entretanto se faz necessária à valorização desses conhecimentos adquiridos em vivências extraescolares no âmbito escolar, de modo a contribuir para as relações culturais de cada indivíduo e/ou comunidade. A Etnomatemática traz importantíssimas implicações pedagógicas que podem contribuir significativamente para o processo de ensino aprendizagem ao envolver aspectos que contemplem conhecimentos socialmente construídos de forma contextualizada.

 

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