Educação colonizadora: o terror e o medo como modos pedagógicos
Resumo
Neste trabalho, fundamentado em pesquisa bibliográfica-documental, serão apresentados alguns dos processos (de)formativos sob os quais foram submetidas pessoas indígenas e africanas pelos colonizadores portugueses, quer fossem funcionários direto da Coroa ou alguns religiosos do catolicismo, nos quais o terror e o medo foram utilizados como modos pedagógicos. É difícil abrandar qualquer ação aplicada pelos colonizadores aos povos que foram colonizados e vilipendiados no território brasileiro. Os resultados nos mostram que diversas foram as formas de violência sofridas por essas pessoas, tidas apenas como coisas a serem utilizadas como mão de obra barata a serviço da ganância do conquistador europeu. E elas foram "educadas" para isso. O colonialismo português aplicou uma pretensa antropovisão de superioridade do ser eurocentrado e a efetivação da colonialidade do ser dos povos colonizados. O terror era feito cânone moralizador, regra cotidiana para aqueles que entendiam ser necessário “educar exemplarmente” os rebeldes que ousassem resistir à lógica economicista do colonizador etnocêntrico. Depreende-se que a educação não é algo a que devemos confiar por si só. Ela também pode formar para a insensibilidade, para o desamor, para o medo; por meio dela também é possível oprimir, aterrorizar, desumanizar. Daí que é preciso sempre adjetivar a educação, situá-la, contextualizá-la, buscando compreender quais projetos de sociedade, de política, de economia e quais fundamentos antropológicos sustentam um determinado projeto pedagógico.
Palavras-chave: colonialidade do ser, ambiguidade da educação, etnocentrismo, pedagogia desnorteada.
