(Re)existir na Educação Matemática
escrevivências de uma professora negra
Resumo
Este ensaio toma a escrevivência de uma professora negra de Matemática como lugar de produção de conhecimento e articula experiências da vida pessoal e profissional às contribuições do feminismo negro, e da interseccionalidade em diálogo com a Educação Matemática. A narrativa problematiza como relações raciais e de gênero, atravessadas pelas desigualdades de classe, condicionam o ingresso e a permanência de mulheres negras, bem como seu reconhecimento nos espaços de formação matemática. Em diálogo com Conceição Evaristo, Patricia Hill Collins, Carla Akotirene, Nicole M. Joseph, Gloria Ford Gilmer, Ebony Omotola McGee e produções brasileiras sobre mulheres negras na Matemática, sustenta-se que a presença de uma professora negra representa resistência em um campo historicamente excludente e produz conhecimento matemático, e pedagógico situado politicamente.
Palavras-chave: mulheres negras; Educação Matemática; escrevivência; interseccionalidade; feminismo negro.
