CORPOS SOB CERCO

O FANTASMA DO GÊNERO E A MÁQUINA DE APAGAMENTO DO VATICANO

Autores

  • Juliana Vicentini Universidade Federal da Fronteira Sul

Resumo

O presente artigo propõe uma reflexão crítica, fundamentada na perspectiva de Judith Butler, acerca das construções sociais que operam no apagamento de saberes fundamentais à constituição da identidade de gênero. A partir da análise butleriana, compreende-se que as normas de gênero não são verdades biológicas, mas produções discursivas reiteradas que buscam naturalizar corpos e comportamentos. Sob essa ótica, discute-se como essas construções se consolidaram desde a Idade Média sob a égide da Igreja Católica. Esta instituição é analisada como um dos pilares da matriz de inteligibilidade, exercendo um poder disciplinar sobre as decisões políticas e sociais que regulam a manutenção da vida de grupos minoritários. Para Butler, tais instituições impõem um regime de verdade que define quais vidas são consideradas “legítimas” e quais são relegadas à margem da legibilidade social. Também buscou-se compreender os impactos da desigualdade de gênero na vida das mulheres e da comunidade LGBTQIA+ e de que maneira a ciência pode estar à frente de questões tão importantes para o desenvolvimento humano.

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Publicado

01.11.2026