Humboldt nos jardins de Burle Marx: paisagismo biogeográfico

Autores

  • Breno Aurélio Ribeiro Instituto Federal de São Paulo
  • Carlos Francisco Gerencsez Geraldino Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

Palavras-chave:

Alexander von Humboldt, Burle Marx, paisagem, biogeografia

Resumo

Por meio da Biogeografia, este artigo investiga a proximidade entre o conceito de paisagem formulado por Alexander von Humboldt (1769 – 1859) na Geografia Moderna e o paisagismo tropical de Roberto Burle Marx (1909 – 1994) no modernismo brasileiro. O objetivo central foi compreender as conexões científicas e artísticas da paisagem e os pontos conceituais comuns entre ambos. A hipótese baseia-se em aspectos formativos e práticos da trajetória de Burle Marx, como sua infância ligada ao cultivo de plantas, o contato com leituras especializadas, a experiência cultural na República de Weimar e a visita ao Jardim Botânico de Berlim, além de sua formação artística e das expedições botânicas pelos biomas brasileiros. Esses elementos revelam afinidades com o pensamento humboldtiano, indicando a possibilidade de uma correlação conceitual entre os dois autores a partir da Biogeografia e evidenciando a presença dos estudos geográficos na construção de outros campos do conhecimento.

Biografia do Autor

Carlos Francisco Gerencsez Geraldino , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

Possui graduação em Geografia e especialização em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina, mestrado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo e doutorado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é professor do Instituto Federal de São Paulo, campus São Paulo, onde leciona nas licenciaturas em Geografia, Ciências Biológicas e Física, e coordena o Laboratório de Pesquisa em Biogeografia (Bio.Geo.Lab.IFSP).

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Publicado

03.03.2026