Vigiar sem Punir? O Aprimoramento do Sistema Global de Vigilância Digital Capitalista Baseado nos Big Data e na Inteligência Artificial Generativa
Palavras-chave:
Autoritarismo, Direitos Humanos, Vigilância Eletrônica, Relações de Poder, Desinformação em Massa, I.A. GenerativaResumo
Em “Vigiar e Punir”, Michel Foulcault introduz uma nova ferramenta de análise social via estudo dos sistemas de vigilância e punição presentes em espaços estatais modernos, como hospitais, escolas e prisões. Mas é na “Aula de 11/01/1978” onde Foucault sistematiza, dentro do seu conceito de biopoder, a análise sobre os mecanismos de poder e seu papel de controle social dentro das estruturas políticas. No contexto de surpreendentes mudanças vivenciadas a partir da posse de Donald Trump em janeiro de 2025, com ataques e violações aceleradas aos direitos e liberdades de imigrantes e cidadãos estadunidenses, incluindo tentativas de criação de sistemas de vigilância ‘ideológica’ digital contra residentes naquele país, este trabalho, a partir do conceito do panóptico Foucaultiano, realiza análise inicial sobre o uso sistemático e invasivo das tecnologias de comunicação pelo capital dominante, desde finais do século XX, mas com maior visibilidade na década de 2010, com investimentos bilionários, para vigiar e controlar bilhões de cidadãos através de suas conexões às redes sociais via computadores e smartphones, destaque aos vazamentos de informações sigilosas realizados por whistleblowers em iniciativas como Wikileaks, além do uso massivo de fake news para gerar comoção e interferir no jogo democrático.
