Uso da Inteligência Artificial na formação do jovem-adolescente:
uma análise crítica histórico-filosófica na educação
Palavras-chave:
Inteligência Artificial;, Educação;, Jovem-adolescente;, Formação crítica;, Tecnociência.Resumo
A formação do jovem-adolescente em interação com a Inteligência Artificial (IA), considerando tanto os riscos emergentes de seu uso quanto a necessidade de projetos orientados por práticas educativo-pedagógicas responsáveis, constitui o objeto deste artigo. A abordagem metodológica, de caráter teórico-reflexivo, fundamenta-se em revisão bibliográfica e na experiência do autor como professor do Ensino Médio, em escolas da rede pública estadual paulista. O termo jovem-adolescente, conforme definido no Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852) para designar pessoas entre 15 e 17 anos, é aqui ampliado para abarcar estudantes desse nível de ensino com idades entre 14 e 18 anos incompletos, compreendidos como indivíduos situados em um momento crucial de construção do conhecimento, da consciência crítica e da autonomia intelectual. A investigação insere-se no campo da análise crítica contemporânea da tecnociência, articulando a pedagogia de Paulo Freire, o pensamento complexo de Edgar Morin e a sociologia da tecnologia em Laymert Garcia dos Santos. Em uma perspectiva histórico-filosófica, o estudo dialoga com a produção científica recente sobre a temática, buscando compreender a rejeição inicial às inovações tecnológicas como um processo não neutro, marcado por rupturas nos modos de vida e nas estruturas simbólicas das sociedades.
