Revista Cactácea – Educação, Filosofia https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea <p><strong>Expediente</strong></p> <p>A <em>Revista Cactácea - Educação, Filosofia </em>é uma publicação eletrônica <em>online</em> do IFSP Câmpus Registro de periodicidade quadrimestral (3 edições por ano).</p> <p><strong>Equipe Editorial</strong></p> <p>Prof<sup>a.</sup> Dr<sup>a.</sup> Ofélia Maria Marcondes<br />Prof. Dr. Sandro Adrián Baraldi</p> <p><strong>Ano de Lançamento</strong></p> <p>2021</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p><em>Contribuir</em> para a divulgação e a visibilidade de autores preocupados com críticas sociais, com a difusão do pensamento e da análise dos fenômenos ligados à formação humana e <em>promover</em> amplo debate crítico entre diferentes áreas do conhecimento humanístico tanto no que se refere à filosofia e à educação como cultura, literatura, ciências, em busca de fomentar um diálogo interdisciplinar.</p> <p><strong>Justificativa</strong></p> <p>Em um mundo em que prevalece o pensamento acrítico, a obediência sem questionamento, a banalidade do mal, a "imunização da manada", vemos necessidade de apontar rupturas epistêmicas para rumos mais humanos não especistas. Cremos que esta astronave, o planeta Terra, conta com uma tripulação - humana e não humana - que precisa urgentemente reencontrar seu equilíbrio. A única maneira de reverter esse processo insano e destrutivo é por meio de narrativas que valorizem e revalorizem aspectos sociais não destrutivos, hoje em franca decadência.</p> <p><strong>URL</strong></p> <p><strong><a href="https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/index" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/index&amp;source=gmail&amp;ust=1632937883407000&amp;usg=AFQjCNEzY-3kk35UmpKxgB-D52iciKwo6w">https://rgt.ifsp.edu.br/<wbr />ojs/index.php/revistacactacea/<wbr />index</a></strong></p> <p>Clique <a href="https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/about">aqui</a> para mais informações sobre a revista.</p> pt-BR Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2764-0647 Pensando com Ailton Krenak ideias para adiar o fim do mundo. https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/224 <p>Li recentemente o livro de Ailton Krenak “Ideias para adiar o fim do mundo” e percebi que deveria tê-lo lido antes.<br>Vou começar elencando as ideias principais e depois desenvolverei cada uma delas. A ideia que mais me persuadiu foi a de que não devemos abandonar nossos anseios mesmo que aconteça o inevitável “fim do mundo”. Com isso em mente, descartar conscientemente o que nos atrapalha, pois se vamos cair, vamos “despencar em paraquedas coloridos”, de maneira que viver a vida que ainda temos seja prazerosa. Segue a esta, a ideia de que o cosmos é uma coisa só, um todo interligado. Embora pareça simples, essa ideia desafia o dualismo idealista, base para o maniqueísmo e para toda e qualquer versão de supremacia. Por fim, valer-se dos sonhos como orientações para reconhecer nossos mais profundos anseios, não aqueles anseios comuns que são criados pela mídia e pelo Capitalismo.</p> Sandro Baraldi Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Em que Consiste a Materialidade de Nêgo Bispo https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/204 <p>O presente ensaio apresenta o Filósofo, poeta, escritor e líder quilombola, Antônio Bispo dos Santos (10/12/1959 – 3/12/2023), popularmente conhecido como Nêgo Bispo, que, a partir das experiências quilombolas, refletiu sobre o conceito de "contracolonização", problematizando as relações da sociedade colonizadora com os “saberes modos e significados” das comunidades tradicionais e dos saberes de mestres e mestras de ofício transmitidos pela oralidade. Em suas obras, ele se posiciona afirmando que não queria ser visto como um pensador, mas como um tradutor desses mestres e mestras para a academia e dos conhecimentos acadêmicos para o seu povo. Defendeu a valorização dos saberes e dos modos de vida das comunidades tradicionais, sustentando a importância da diversidade e do respeito às formas de ver, pensar, sentir e agir que promovem a dignidade dos seres humanos e da natureza, difundindo conceitos tais como: biodiversidade, confluência, saber orgânico, cosmovisão quilombola.</p> <p>&nbsp;</p> Claudio Fernandes Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 "Professoras e professores são humanos" https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/211 <p>O presente ensaio busca refletir sobre a pessoa da professora e do professor, relembrando a sua humanidade. Parece óbvio que docentes sejam humanos, porém, diante de tantas demandas e da visão heroica de que é preciso “salvar os alunos”, as professoras e os professores veem sua humanidade anulada, pois precisam atingir “poderes” inalcançáveis a qualquer ser humano, o que pode levar a doenças físicas e mentais. A visão romântica, heroica e até mesmo filantrópica de seu trabalho, e que está em evidência no “Dia do professor”, contribui para invisibilizar as insatisfações, fragilidades e dificuldades do cotidiano docente. A valorização integral do(da) professor(a), além da luta por um salário decente, passa pela qualidade de vida, integrando demandas humanas, laborais, sociais e econômicas. Desvelar o que não está bom, o que é prejudicial ao trabalho, é um dos caminhos para a plena valorização de docentes em sua humanidade e é parte do escopo reflexivo deste ensaio.</p> Mariana Silva Mancilha Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Olhos coloridos: linguagem e alteridade https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/212 <div>O presente ensaio propõe uma reflexão acerca da diversidade na educação a partir de uma perspectiva histórica, crítica e sensível às lutas da população negra e miscigenada no Brasil. Estabelece-se um diálogo entre as ideologias do eurocentrismo e da chamada democracia racial, problematizando seus efeitos na constituição das identidades. A análise se desenvolve por meio da arte, tomando como eixo a canção Olhos Coloridos, de Macau, interpretada por Sandra de Sá, compreendida como expressão estética de denúncia e resistência. Conclui-se que o desafio contemporâneo não reside apenas em reconhecer a diversidade, mas em vivê-la de modo ético, crítico e humanizado, assumindo a condição histórica de sujeitos em constante construção.&nbsp;</div> <div>Palavras-chave: Educação; Diversidade; Linguagem; Resistência; Identidade.</div> Elisângela Lambstein Franco de Moraes Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Estamos em festa! A Revista Cactácea comemora 5 anos. https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/215 <p>Editorial: 5 anos de Revista Cactácea</p> Ofélia Marcondes Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 José Craveirinha: o outro grande combatente, o outro sonhador https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/225 <p>Este ensaio literário, sobre o livro CELA 1 do poeta José Craveirinha, foi extraído da antologia poética [JOSÉ CRAVEIRINHA: A VOZ DO NOSSO TEMPO (2022)], lançada, em 2022. Foi organizada pelo jornalista e escritor José dos Remédios, e conta com ensaístas, críticos literários e docentes de literatura: Lucílio Manjate, Albino Macuácua, Léo Cote, Vanessa Riambau Pinheiro, Carmen Lúcia Tindó Secco, Savio Roberto Fonseca de Freitas Américo Pacule, Dioniso Bahule, Zito Macário e Martins JC-Mapera, Dionísio Bahule, Francisco Noa, Óscar Fumo, Rita Chaves, e o próprio José dos Remédios.</p> Matos Matosse Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Reflexões sobre direitos humanos e interculturalidade na educação https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/199 <p>A presente resenha analisa o artigo “<em>Direitos humanos, educação e interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença”, de Vera Maria Candau</em>, destacando suas contribuições para o debate contemporâneo acerca dos Direitos Humanos. A autora problematiza a universalidade desses direitos em contextos marcados pela diversidade cultural e pelas desigualdades sociais. A análise enfatiza a relação entre multiculturalismo, globalização e educação, evidenciando a necessidade de uma abordagem intercultural que promova o reconhecimento das diferenças. Conclui-se que a educação desempenha papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa, crítica e inclusiva.</p> Patricia Costa dos Santos Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 LIBERDADE, IGUALDADE E NÃO DOMINAÇÃO: A TRADIÇÃO REPUBLICANA E A RECONFIGURAÇÃO NORMATIVA DA DEMOCRACIA CONTEMPORÂNEA https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/197 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O presente artigo analisa a relação entre liberdade e igualdade no interior da tradição republicana, enfatizando suas reinterpretações na teoria política contemporânea e suas implicações para a compreensão das dinâmicas de poder nas democracias do século XXI. Historicamente, esses dois princípios foram frequentemente concebidos como valores normativos em tensão no debate político moderno, especialmente nas tradições liberal e igualitarista. Enquanto o liberalismo clássico privilegiou a liberdade entendida como ausência de interferência, diferentes correntes igualitaristas concentraram-se na redução das desigualdades socioeconômicas como condição para a justiça social. Em contraste com essa oposição, a tradição republicana propõe uma reconciliação conceitual entre liberdade e igualdade por meio da noção de liberdade como não dominação. Nessa perspectiva, indivíduos são livres quando não estão sujeitos ao poder arbitrário de outros agentes, sejam eles indivíduos, instituições ou estruturas sociais. O estudo adota uma abordagem qualitativa de natureza teórico-conceitual baseada na análise crítica da literatura contemporânea em teoria política normativa. A investigação examina os fundamentos conceituais da liberdade republicana, o papel da igualdade cívica como condição institucional da liberdade, as novas formas de dominação associadas às transformações econômicas e tecnológicas contemporâneas e, por fim, as implicações institucionais do republicanismo para a democracia. Argumenta-se que desigualdades estruturais podem produzir relações de dependência que comprometem a autonomia política dos cidadãos, tornando a igualdade um elemento constitutivo da liberdade republicana. Conclui-se que o republicanismo oferece um arcabouço normativo capaz de integrar liberdade e igualdade na construção de instituições democráticas orientadas à prevenção da dominação e à promoção de uma cidadania substantiva.</span></span></p> Marco da Silva Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 PERSPECTIVAS DECOLONIAIS E EPISTEMOLOGIAS CRÍTICAS DA TECNOLOGIA E DA EDUCAÇÃO https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/198 <p class="western" lang="en-US" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo desenvolve uma análise teórica, de caráter crítico e decolonial, acerca das relações entre tecnologia, educação e produção do conhecimento no contexto do capitalismo digital contemporâneo. Ancorado em epistemologias críticas latino-americanas, estudos decoloniais e abordagens críticas da tecnologia, o texto problematiza a suposta neutralidade dos artefatos técnicos, das plataformas educacionais digitais e, mais recentemente, dos sistemas de inteligência artificial. Argumenta-se que tais tecnologias operam como dispositivos sociotécnicos atravessados por relações históricas de colonialidade do poder, do saber e do ser, reproduzindo desigualdades epistêmicas, culturais e políticas. Ao mesmo tempo, o artigo evidencia possibilidades contra-hegemônicas de apropriação crítica, pedagógica e comunitária das tecnologias digitais, enfatizando práticas decoloniais orientadas à autonomia, à justiça cognitiva e à democratização do conhecimento. Conclui-se que a incorporação crítica da tecnologia na educação exige deslocamentos epistemológicos profundos, capazes de articular pesquisa, formação docente e práticas pedagógicas comprometidas com a pluralidade epistêmica e a transformação social.</span></span></p> Marco da Silva Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Biogeografias cinematográficas: Hileia, Deserto e Taiga na estética humboldtiana de Werner Herzog https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/201 <p>Tendo o propósito de contribuir para a ampliação das relações da Biogeografia com outras áreas, esta pesquisa buscou compreender a visão de paisagem do cineasta Werner Herzog nas obras <em>Fata Morgana</em> (1971), <em>Asas da Esperança </em>(1999) e <em>Happy People: a Year in the Taiga</em> (2010) a fim de compará-la com a concepção de paisagem do naturalista, geógrafo, cientista e explorador Alexander von Humboldt (1769-1859). Portanto, o intuito foi de assimilar como o naturalista entendia a paisagem e, em seguida, analisar as obras de Herzog sob tal perspectiva teórica. A partir dessa relação, existem convergências entre a compreensão de paisagem nos filmes de Herzog e a concepção de paisagem humboldtiana? Tal questão guiou a estrutura desta pesquisa. A metodologia adotada para a leitura e análise das referências prioriza a relação de arte e ciência proposta por Humboldt em sua compreensão da natureza. Os resultados corroboraram parcialmente com a hipótese apresentada: existem convergências entre a concepção de paisagem humboldtiana e a visão de paisagem de Herzog vista nas fontes empíricas.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Alexander von Humboldt, Werner Herzog, biogeografia, paisagem, cinema.</p> Felipe Jefrey Rodrigues Abrantes Carlos Francisco Gerencsez Geraldino Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Educação brasileira: algumas marcas da colonialidade https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/202 <p>Este artigo é fruto de uma pesquisa de Doutorado, em andamento, que problematiza perspectivas da decolonialidade e da interculturalidade em um curso de Pedagogia. Apresenta-se um recorte da pesquisa bibliográfica sobre pontos que marcaram e marcam a educação brasileira, da chegada dos jesuítas até a criação da Lei n<sup>o</sup> 9.394/1996. Aborda-se esse recorte não apenas com o intuito de historicizar, mas, sobretudo, para anunciar e denunciar como a educação operou e opera a favor da colonialidade. As discussões são realizadas seguindo uma ordem cronológica das ideias pedagógicas, ressaltando o caráter elitista, colonial, racista, entre outros, a que historicamente esteve submetida a educação brasileira. Também se destaca que sempre houve movimentos de resistência por parte dos grupos subalternizados, no sentido de garantir o acesso à educação pública de qualidade, laica, democrática e emancipadora.</p> Henrique Untem Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Artigo Ensino de filosofia em contextos confessionais: https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/203 <p>O presente artigo analisa as condições de possibilidade do pensamento filosófico no ensino médio, com ênfase em contextos educacionais confessionais, marcados por regimes de verdade previamente instituídos. A partir da filosofia de Gilles Deleuze, compreende-se o pensamento não como faculdade natural, mas como acontecimento, produzido por encontros e problemas que rompem com a lógica do reconhecimento. Nesse sentido, problematiza-se a redução do ensino de Filosofia à transmissão de conteúdos e à reprodução de interpretações legitimadas no ambiente escolar. O estudo discute as tensões entre a natureza do pensamento filosófico e os processos de normatização presentes na instituição escolar, especialmente no que se refere à organização curricular, à avaliação e às expectativas de controle. Como desdobramento teórico-prático, apresenta-se a proposta pedagógica denominada <em data-start="1097" data-end="1118">Filosofia Expandida</em>, concebida como um dispositivo que articula problematização, mediação tecnológica e plurimodalidade, com o objetivo de ampliar as condições de emergência do pensamento no contexto educacional. Os resultados apontam para a possibilidade de deslocamentos na relação dos estudantes com o filosofar, evidenciando maior autonomia, participação e capacidade de sustentar problemas, ainda que tensionados pelas exigências institucionais. Conclui-se que o ensino de Filosofia pode afirmar sua potência formativa mesmo em ambientes normatizados, desde que comprometido com a criação de condições para o acontecimento do pensamento.</p> Welington Louzada Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Vivemos em um Estado natureza ou em um Estado Civil? https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/205 <p>Quando à época da conclusão da graduação em filosofia me propus dissertar sobre a noção de direito público tomando como referência a Doutrina do Direito em Kant. O tema do trabalho era: Uma passagem do Estado de Natureza para o estado civil em Kant.</p> <p>É importante destacar que à época o conceito de democracia permanecia quase inabalável no Brasil. Da mesma forma, o conceito de <em>Fake News</em> não existia.&nbsp; O fato é que notícias falsas sempre fizeram parte da política, porém recentemente elas passaram a desempenhar um outro papel dentro de todo espectro político na sociedade.</p> <p>A questão que colocamos em discussão - como um convite de reflexão com o leitor - é o que tem a ver os conceitos de estado de natureza e de estado civil na atualidade e sua relação com as <em>fake News</em>.</p> <p>Palavras chave: Estado civil, Estado de natureza, Fascismo, Fake News.</p> <p>&nbsp;</p> Leonardo Baralle Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Conceitos e narrativas presentes na História Indígena ensinada nos anos iniciais do ensino fundamental: uma análise das percepções docentes e dos materiais didáticos utilizados nas escolas municipais de Jacareí - SP https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/206 <p><span style="font-weight: 400;">A promulgação da Lei nº 11.645/2008 representou um marco significativo para a Educação Básica brasileira ao tornar obrigatório o ensino da história e das culturas indígenas nos currículos do Ensino Fundamental e Médio. Passados dezessete anos de sua implementação, torna-se necessário refletir sobre sua concretização no cotidiano escolar, especialmente no que se refere às formas pelas quais as histórias e culturas dos povos originários vêm sendo incorporadas às práticas pedagógicas. Dessa forma, a presente pesquisa busca compreender os conceitos e narrativas mobilizados no ensino de História Indígena nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para tanto, foram realizadas entrevistas com professores do 4° ano atuantes no município de Jacareí, visando identificar percepções, práticas pedagógicas e concepções relacionadas à temática indígena. Paralelamente, procedeu-se à análise dos materiais didáticos disponibilizados pelas instituições escolares, com o intuito de investigar as representações construídas acerca dos povos indígenas e de sua historicidade. A análise fundamentou-se em documentos normativos e orientadores, especialmente na Lei nº 11.645/2008 e nas </span><strong>Diretrizes Operacionais para a implementação da história e das culturas dos povos indígenas na Educação Básica</strong><span style="font-weight: 400;"> (2015), além de dialogar com autores que discutem a temática indígena e seu ensino. A pesquisa — resultado de uma iniciação científica fomentada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) — evidencia que os docentes ainda encontram dificuldades para abordar o tema de maneira crítica recorrendo frequentemente a perspectivas estereotipadas e a práticas pontuais vinculadas a datas comemorativas. Observou-se, ainda, que os materiais didáticos apresentam limitações significativas, marcadas por representações estereotipadas e superficiais acerca dos povos originários. Assim, o percurso investigativo possibilitou uma compreensão parcial acerca do ensino de História Indígena no município de Jacareí, evidenciando desafios persistentes para a efetivação da proposta educacional prevista pela legislação vigente.</span></p> Vitória Silveira Santos Domingos Flavia Preto de Godoy Oliveira Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Processos formativos de professores universitários militantes de movimento negro https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/207 <p>O artigo tem como objetivo enfatizar os processos formativos de professores universitários negros, militantes de Movimento Negro, em espaços educacionais permeados pela colonialidade. Trata-se de pesquisa qualitativa, cujos dados foram coletados em entrevista semiestruturada com sete professores. Os resultados mostram o quanto os professores tiveram que lutar contra o racismo ao longo de seus processos formativos e o quanto ainda precisam resistir e lutar contra as visões abissais que tentam invisibilizar as histórias construídas nas lutas a partir das realidades provindas das culturas da África e dos afro-brasileiros.</p> José Licínio Backes Simone Ferreira Soares dos Santos Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Entre o eterno retorno e a redenção histórica: Nietzsche, Benjamin e a crise da temporalidade moderna https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/208 <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O presente artigo analisa criticamente o antagonismo filosófico entre Friedrich Nietzsche e Walter Benjamin a partir do problema da temporalidade moderna, enfatizando a tensão entre eterno retorno e redenção histórica. O estudo parte da hipótese de que ambos os autores compartilham um diagnóstico comum acerca da crise da modernidade europeia marcada pelo colapso das estruturas metafísicas tradicionais, pela expansão da racionalidade técnica e pela fragmentação da experiência histórica, embora elaborem respostas radicalmente distintas diante do niilismo moderno. Em Nietzsche, o eterno retorno emerge como radicalização da imanência e como crítica à teleologia metafísica da história, exigindo afirmação trágica do devir e fidelidade absoluta à contingência da existência. Em Benjamin, a crítica ao historicismo progressista conduz à formulação de uma temporalidade messiânica fundada na interrupção crítica do continuum histórico e na rememoração dos vencidos. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em abordagem hermenêutica, filosófico-analítica e crítico-interpretativa, mobilizando principalmente as obras </span><em><span style="font-size: small;">Assim Falou Zaratustra</span></em><span style="font-size: small;">, </span><em><span style="font-size: small;">A Gaia Ciência</span></em><span style="font-size: small;"> e </span><em><span style="font-size: small;">Genealogia da Moral</span></em><span style="font-size: small;">, de Nietzsche, bem como </span><em><span style="font-size: small;">Sobre o Conceito de História</span></em><span style="font-size: small;"> e </span><em><span style="font-size: small;">A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica</span></em><span style="font-size: small;">, de Benjamin. A investigação demonstra que o antagonismo entre ambos ultrapassa uma divergência sobre a história e revela duas ontologias inconciliáveis do tempo moderno: de um lado, a afirmação trágica do devir; de outro, a exigência ética da redenção histórica. Conclui-se que o confronto entre Nietzsche e Benjamin permanece decisivo para compreender os impasses contemporâneos relacionados ao niilismo, à técnica, à memória e à crise da experiência temporal na modernidade tardia.</span></span></p> Marco Aurélio Da Silva Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Entre Jó e Zaratustra: sofrimento, niilismo e crise do fundamento na modernidade https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/209 <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O presente artigo investiga o confronto filosófico entre Friedrich Nietzsche e o Livro de Jó a partir do problema do sofrimento inocente, da crise do fundamento metafísico e da crítica à moral do sofrimento na tradição ocidental. O estudo analisa como a genealogia nietzschiana da moral denuncia a transformação da dor em mecanismo espiritual de culpabilização da existência, interiorização da culpa e negação da vida. Em contrapartida, demonstra-se que o Livro de Jó introduz fissura decisiva na lógica retributiva da tradição religiosa ao expor a experiência do sofrimento sem culpa proporcional e o colapso da inteligibilidade moral do cosmos. A pesquisa sustenta que Jó não representa simples resignação ascética, mas experiência radical de revolta diante do silêncio divino e da opacidade da transcendência. O artigo articula hermenêutica filosófica, fenomenologia da existência, genealogia da moral e filosofia da religião, dialogando criticamente com Martin Heidegger, Albert Camus, Søren Kierkegaard, Walter Benjamin, Paul Ricoeur e Emil Cioran. Conclui-se que o confronto entre Jó e Nietzsche revela a impossibilidade contemporânea de reconciliar plenamente sofrimento, justiça e existência, mantendo aberta a tensão entre a exigência humana de sentido e a opacidade última do real diante da experiência da dor.</span></span></p> Marco Aurélio Da Silva Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Entre púlpito e a página: Ethos discursivo, cenografia e empatia na Poética sacerdotal do Padre Antônio Francisco de Mello https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/210 <p>Este artigo analisa a construção discursiva do ethos do Padre Antônio Francisco de Mello (1863–1947), sacerdote açoriano radicado em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), a partir de uma seleção de seus sonetos e poemas. Integra projeto de pesquisa desenvolvido desde 2022 junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), dedicado ao estudo da produção poética, discursiva e pastoral do referido autor. Fundamentado prioritariamente no referencial teórico de Dominique Maingueneau — especialmente os conceitos de ethos discursivo, cenografia, cena de enunciação, fiador, incorporamento e discurso constituinte —, o estudo dialoga ainda com a fenomenologia da empatia de Edith Stein (Einfühlung), a hermenêutica do cotidiano e os estudos culturais relacionados à religiosidade popular nordestina. A pesquisa é de natureza bibliográfica, qualitativa, interpretativa e descritiva, ancorada na Análise do Discurso de orientação francesa. Os resultados evidenciam que Padre Mello constrói, via linguagem poética, uma imagem de si singular: a do sacerdote-humanista que articula fé, experiência humana, crítica social e pertencimento cultural, constituindo um ethos empático capaz de aproximar o discurso religioso do cotidiano popular. A poesia, nessa perspectiva, opera como ato de enunciação ética e profética, ampliando as fronteiras do discurso pastoral tradicional.</p> Marcio de Lima Pacheco Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Educação colonizadora: o terror e o medo como modos pedagógicos https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/214 <p>Neste trabalho, fundamentado em pesquisa bibliográfica-documental, serão apresentados alguns dos processos (de)formativos sob os quais foram submetidas pessoas indígenas e africanas pelos colonizadores portugueses, quer fossem funcionários direto da Coroa ou alguns religiosos do catolicismo, nos quais o terror e o medo foram utilizados como modos pedagógicos. É difícil abrandar qualquer ação aplicada pelos colonizadores aos povos que foram colonizados e vilipendiados no território brasileiro. Os resultados nos mostram que diversas foram as formas de violência sofridas por essas pessoas, tidas apenas como coisas a serem utilizadas como mão de obra barata a serviço da ganância do conquistador europeu. E elas foram "educadas" para isso. O colonialismo português aplicou uma pretensa antropovisão de superioridade do ser eurocentrado e a efetivação da colonialidade do ser dos povos colonizados. O terror era feito cânone moralizador, regra cotidiana para aqueles que entendiam ser necessário “educar exemplarmente” os rebeldes que ousassem resistir à lógica economicista do colonizador etnocêntrico. Depreende-se que a educação não é algo a que devemos confiar por si só. Ela também pode formar para a insensibilidade, para o desamor, para o medo; por meio dela também é possível oprimir, aterrorizar, desumanizar. Daí que é preciso sempre adjetivar a educação, situá-la, contextualizá-la, buscando compreender quais projetos de sociedade, de política, de economia e quais fundamentos antropológicos sustentam um determinado projeto pedagógico.</p> <p>Palavras-chave: colonialidade do ser, ambiguidade da educação, etnocentrismo, pedagogia desnorteada.</p> Elvis Messias Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17 Salto Estratégico na Inovação Brasileira: Proposta Metodológica de Fomento ao Empreendedorismo de Base Tecnológica na Escola Pública https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/217 <p>A inovação, processo presente em todos os estágios de evolução da humanidade desde a alta antiguidade até o presente, levou a sociedade até o atual cenário da economia capitalista, com acirrada disputa entre os diferentes países pelo controle econômico das novas tecnologias, impulsionando uma diferenciação tecnológica cada vez maior entre os países centrais e os países periféricos no sistema capitalista. Apesar de investimentos públicos substanciais em Ciência Tecnologia e Inovação a partir de 2003 no Brasil, trazendo como resultados, por exemplo, o aumento de 120 para 700 escolas técnicas federais, ou ainda o estabelecimento de mais de 360 incubadoras tecnológicas no país, o desempenho nacional em termos de registros propriedade intelectual, de 27,7 mil pedidos de patente registrados no Brasil em 2024, é muito inferior ao de países como a China, com 1,8 milhão de pedidos de patente em 2024, seguidos pelos Estados Unidos com 603 mil, pelo Japão com 306 mil pedidos, pela Coréia do Sul com 246 mil, no mesmo ano. Argumenta-se, no presente trabalho, que uma das maneiras de estimular a inovação tecnológica, para além de investimentos necessários em Universidades e Institutos de Pesquisa, e em ambientes de inovação como incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos, é a massificação de processos de Educação Empreendedora com viés competitivo, e o objetivo do presente trabalho é justamente apresentar proposta simplificada para uma metodologia voltada a incluir os estudantes do 3º ano do Ensino Médio e dos semestres finais dos Cursos Superiores no processo de mapeamento de oportunidades de negócio e de ideação de novos negócios de base tecnológica, a partir da elaboração do produto denominado ‘Ideia de Negócio’, que consiste em documento de 5 mil caracteres construído pelos estudantes em conjunto com o professor da disciplina, ao longo de um período de 3 a 4 meses. Baseada em <em>case</em> de sucesso comprovado, vivenciado entre 2014 e 2024, a proposta prevê o contato semanal entre o Professor e estudantes de disciplinas relacionadas ao empreendedorismo, e demanda apenas o uso de um laboratório de informática por um período de 2 meses, não havendo necessidade de maiores investimentos por parte da instituição de ensino, tendo como frutos do esforço dos estudantes o arquivo de texto denominado ‘Ideia de Negócio’ a ser submetido em concursos e editais de empreendedorismo, o arquivo de slides denominado ‘Apresentação da Ideia de Negócio’, a ser utilizado pelos estudantes na apresentação da ideia perante a banca, e no arquivo em vídeo de 3 minutos em formato MP4 denominado ‘Vídeo da Ideia de Negócio’ (ou <em>pitch</em>) a ser submetido em concurso e editais que exijam vídeo.</p> Illyushin Zaak Saraiva Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia 2026-07-01 2026-07-01 6 17