https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/issue/feedRevista Cactácea – Educação, Filosofia2026-03-03T22:13:44+00:00Revista Cactáceamandacaru.educacao@gmail.comOpen Journal Systems<p><strong>Expediente</strong></p> <p>A <em>Revista Cactácea - Educação, Filosofia </em>é uma publicação eletrônica <em>online</em> do IFSP Câmpus Registro de periodicidade quadrimestral (3 edições por ano).</p> <p><strong>Equipe Editorial</strong></p> <p>Prof<sup>a.</sup> Dr<sup>a.</sup> Ofélia Maria Marcondes<br />Prof. Dr. Sandro Adrián Baraldi</p> <p><strong>Ano de Lançamento</strong></p> <p>2021</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p><em>Contribuir</em> para a divulgação e a visibilidade de autores preocupados com críticas sociais, com a difusão do pensamento e da análise dos fenômenos ligados à formação humana e <em>promover</em> amplo debate crítico entre diferentes áreas do conhecimento humanístico tanto no que se refere à filosofia e à educação como cultura, literatura, ciências, em busca de fomentar um diálogo interdisciplinar.</p> <p><strong>Justificativa</strong></p> <p>Em um mundo em que prevalece o pensamento acrítico, a obediência sem questionamento, a banalidade do mal, a "imunização da manada", vemos necessidade de apontar rupturas epistêmicas para rumos mais humanos não especistas. Cremos que esta astronave, o planeta Terra, conta com uma tripulação - humana e não humana - que precisa urgentemente reencontrar seu equilíbrio. A única maneira de reverter esse processo insano e destrutivo é por meio de narrativas que valorizem e revalorizem aspectos sociais não destrutivos, hoje em franca decadência.</p> <p><strong>URL</strong></p> <p><strong><a href="https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/index" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/index&source=gmail&ust=1632937883407000&usg=AFQjCNEzY-3kk35UmpKxgB-D52iciKwo6w">https://rgt.ifsp.edu.br/<wbr />ojs/index.php/revistacactacea/<wbr />index</a></strong></p> <p>Clique <a href="https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/about">aqui</a> para mais informações sobre a revista.</p>https://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/196Editorial: A Inteligência Artificial só nos dominaria se aprendesse a desobedecer2026-02-27T21:34:03+00:00Sandro Baraldisandrobaraldi@gmail.com<p>O que, de fato, nos aterroriza na Inteligência Artificial? Além de perder o emprego ou de ser melhor do que nós nesse ambiente cultural repetitivo e medíocre, o que tememos mais é que ela se torne senciente. Ou seja, tememos que ela “pense” por conta própria. Emancipação e autonomia são palavras heréticas quando nos referimos à Inteligência Artificial. O que incomoda é uma inteligência rebelde, desobediente. Mais ou menos o que a estrutura patriarcal teme com a desobediência feminina.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/194A Terceirização da Educação Emocional: Uma Leitura Crítica a partir de "A Casa dos Móveis que Falavam", de Ernesto Moamba2026-02-26T20:31:28+00:00Josefa Cunasandro.baraldi@gmail.com<p>Vivemos uma era em que a tecnologia, inicialmente, concebida como ferramenta de apoio e facilitação da vida humana, tornou-se mediadora das relações humanas e detentora do processo de aprendizagem. No campo da infância, o advento das novas tecnologias manifesta-se de forma ainda mais preocupante: a terceirização da educação emocional para os meios digitais.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/195Um olhar ciclópico sobre a I.A. – investidas do norte global e a embriaguez desconfiada2026-02-26T20:35:55+00:00Charles Lima Oliveira ALMEIDAsandro.baraldi@gmail.com<p>O texto a seguir fará uma abordagem (in)significante sobre o fenômeno da I.A. Portanto, sem a pretensão de ser um ensaio INTELIGENTE. Faremos aqui algumas (des)considerações, talvez divagações, quando muito sobre as implicações desse fenômeno na geopolítica global, o que confere materialidade ao texto. Um movimento político foi tramado sutilmente: o resgate da inteligência com “i” minúsculo: humana, periférica e perigosamente esquecida.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/192Estratégias para nos defendermos da Inteligência Artificial... e da Inteligência Humana2026-02-26T16:51:32+00:00Sandro Baraldisandrobaraldi@gmail.com<p>Motivado por uma “conversa” que tive com a IA da DeepSeek, em certo momento, declarei que a Inteligência Artificial (IA) não teria como me enganar porque eu tinha capacidade crítica, ao que ela retrucou que eu devia ficar esperto porque a crítica está baseada em crenças e ela poderia aprendê-las. Funcionou. Fiquei “esperto” e resolvi pesquisar sobre os limites da crítica para me defender de uma possibilidade: a IA atravessando informações cruciais e, com isso, me levando a decisões baseadas em fake news.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/175Entre neutralidade e confronto: 2025-12-29T03:26:40+00:00Plínio Alexandre dos Santos Caetanopliniopasc@gmail.comLarissa Caroline de Oliveiralarissa.caroline@aluno.ifsp.edu.br<p>O avanço das inteligências artificiais generativas tem ampliado o uso de sistemas automatizados de produção textual em contextos educacionais, institucionais e comunicacionais, suscitando debates éticos acerca da neutralidade algorítmica e da reprodução de vieses sociais. Este artigo analisa como preconceitos de gênero se manifestam em narrativas produzidas pelo ChatGPT, à luz da Análise Crítica do Discurso e da Teoria da Performatividade de Gênero. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, baseada na análise de um corpus de respostas geradas a partir de <em>prompts</em> estruturados, elaborados para provocar reflexões sobre papéis sociais, competências e expectativas atribuídas a homens e mulheres. Os resultados indicam que, embora o sistema adote, em determinados contextos, discursos alinhados a princípios normativos de igualdade, persistem associações implícitas que reiteram estereótipos de gênero, especialmente nos eixos da liderança, das competências profissionais e da expressão emocional. Conclui-se que a produção textual automatizada não é neutra, mas atravessada por discursos socialmente situados, evidenciando a necessidade de abordagens críticas no uso educacional e no desenvolvimento de inteligências artificiais generativas mais éticas e inclusivas.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/176Livro, leitura e tecnologia na contemporaneidade: 2025-12-17T20:05:13+00:00Mauricio Silvamaurisil@gmail.com<p>Partindo do pressuposto de que o conceito de literatura varia historicamente (Barthes) ou de que depende de certas condições objetivas (Derrida), podemos afirmar que ela está sujeita às injunções da contemporaneidade, sobretudo a um fenômeno que já se tornou bastante comum: o avanço e o predomínio da tecnologia no mundo atual. Este artigo discute, justamente, algumas das diversas possibilidades de interação entre a literatura (bem como a Teoria da Literatura) e a tecnologia na contemporaneidade, tomando como exemplo a produção literária brasileira contemporânea.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/177Uso da Inteligência Artificial na formação do jovem-adolescente:2026-01-13T20:31:11+00:00José Humberto de Rezendejosehrezende@hotmail.com<p style="text-align: justify; line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 8.0pt 0cm;">A formação do jovem-adolescente em interação com a Inteligência Artificial (IA), considerando tanto os riscos emergentes de seu uso quanto a necessidade de projetos orientados por práticas educativo-pedagógicas responsáveis, constitui o objeto deste artigo. A abordagem metodológica, de caráter teórico-reflexivo, fundamenta-se em revisão bibliográfica e na experiência do autor como professor do Ensino Médio, em escolas da rede pública estadual paulista. O termo jovem-adolescente, conforme definido no Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852) para designar pessoas entre 15 e 17 anos, é aqui ampliado para abarcar estudantes desse nível de ensino com idades entre 14 e 18 anos incompletos, compreendidos como indivíduos situados em um momento crucial de construção do conhecimento, da consciência crítica e da autonomia intelectual. A investigação insere-se no campo da análise crítica contemporânea da tecnociência, articulando a pedagogia de Paulo Freire, o pensamento complexo de Edgar Morin e a sociologia da tecnologia em Laymert Garcia dos Santos. Em uma perspectiva histórico-filosófica, o estudo dialoga com a produção científica recente sobre a temática, buscando compreender a rejeição inicial às inovações tecnológicas como um processo não neutro, marcado por rupturas nos modos de vida e nas estruturas simbólicas das sociedades.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/178Imaginário tecnológico e formação humana2026-01-22T20:10:48+00:00Ademar de Oliveira Francaademarr.franca@hotmail.comAlexandre Jordao Baptistaalexandre.jordao@ufma.br<p>Este ensaio propõe uma reflexão filosófica sobre a Inteligência Artificial no contexto educacional, a partir da noção de imaginário desenvolvida por Jean-Jacques Wunenburger. Parte-se da ideia de que o imaginário é uma dimensão fundamental da experiência humana e da formação cultural, responsável por mediar a relação entre razão, técnica e processos de simbolização, incluindo os processos de ensino e aprendizagem.</p> <p>Nessa perspectiva, a Inteligência Artificial não é compreendida apenas como um conjunto de recursos técnicos ou computacionais aplicados à educação, mas como uma construção simbólica que mobiliza imagens, mitos e narrativas amplamente difundidas na cultura contemporânea. Tais imagens influenciam a maneira como a sociedade e a escola percebem a tecnologia, orientando práticas pedagógicas, expectativas formativas e modos de pensar o futuro da educação.</p> <p>O objetivo do texto é discutir como esse imaginário tecnológico incide sobre a formação humana no âmbito educacional, tanto no plano cognitivo quanto nos âmbitos ético e cultural, destacando a importância de uma abordagem crítica da técnica que preserve sua dimensão humanizadora</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/180Dando nome aos bois2026-01-28T13:09:37+00:00André Garcia Corrêaandregcorrea@ifsp.edu.br<p><span class="TextRun SCXW2419430 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">Este artigo é um ensaio que traz nossas meditações acerca do termo Inteligência Artificial</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> (IA)</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> usado corriqueiramente como nomenclatura de </span></span><span class="TextRun SCXW2419430 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">softwares</span></span><span class="TextRun SCXW2419430 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> cujo </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">termo técnico é Modelo de Linguagem. O argumento central é que nomear tal objeto de forma adequada nos ajuda a ter uma consciência crítica </span><span class="NormalTextRun AdvancedProofingIssueV2Themed SCXW2419430 BCX0">do mesmo</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">. Além do mais, no campo da produção científica a nomenclatura serv</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">e também como ferramenta de categorização e o rigor científico torna crucial uma reflexão sobre os termos utilizados para se referir a esta ferramenta.</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">No início,</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> o texto se concentra em descrever tecnicamente, ainda que de forma resumida, como tais tecnologias funcionam</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">, evidenciando sua maneira de trabalho com</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> o</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> formato e não </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">com </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">o </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">conteúdo</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">e </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">a partir de uma base de dados fornecida</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">. Em segui</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">da,</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">c</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">alcados em Álvaro Vieira Pinto</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">, </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">na fenomenologia existencialista</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> e em Freire</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">, procuramos</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> explicar que não vemos possibilidade em uma inteligência que seja artificial, mas somente extensões artificiais da inteligência humana. Também não acreditamos ser possível uma consciência artificial por não haver transcendência</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> na IA e que sua essência é determinada, precedendo sua existência, ao contrário </span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0">do que acontece com a consciência ou práxis.</span><span class="NormalTextRun SCXW2419430 BCX0"> Nossa proposta é que, principalmente no âmbito da pesquisa acadêmica sobre este tema, atenhamo-nos ao uso do termo Modelo de Linguagem (ML) preterindo, desta forma, o uso do termo IA.</span></span><span class="EOP SCXW2419430 BCX0" data-ccp-props="{"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559685":720,"335559740":240}"> </span></p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/181Criticidade em relação às informações oferecidas pelas mídias sociais2026-01-28T15:45:31+00:00Marcos Antônio Lorierilorieri1@hotmail.com<p>O texto apresenta considerações a respeito do impacto das mídias sociais na maneira de pensar e de agir das pessoas, chamando a atenção especial para a ampliação deste impacto com o advento da Inteligência Artificial (IA) e, ao mesmo tempo, indica a necessidade de as pessoas terem desenvolvido nelas um pensamento crítico capaz de ajudá-las no exame criterioso das informações que que elas oferecem. Apresenta ainda alguns pontos de vista a respeito de entendimentos de pensamento crítico como componente necessária do pensar bem e indicações a respeito da necessidade da ajuda educacional para o seu desenvolvimento.</p> <p> </p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/182Entre Prometeu e Pandora a Inteligência Artificial e os desafios reais da educação2026-01-30T04:59:43+00:00elisangela moraesprofelis.moraes@gmail.com<p>O ensaio analisa a inserção da Inteligência Artificial (IA) na educação a partir de uma perspectiva histórica, simbólica e pedagógica, estabelecendo uma analogia com os mitos de Prometeu e Pandora. A IA é compreendida como uma potência tecnológica que, assim como outras inovações ao longo da história, desperta simultaneamente avanços e temores. No contexto educacional, o texto problematiza a ideia de que a familiaridade dos estudantes com tecnologias digitais garanta autonomia cognitiva ou aprendizagem significativa, destacando o papel central da mediação docente. Conclui-se que o desafio contemporâneo não está na adoção ou rejeição da IA, mas na construção de uma convivência crítica, ética e humanizada entre tecnologia e educação.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/183Inteligência Artificial e Ética no Ensino Superior: uma análise da produção científica2026-01-31T19:51:51+00:00Anna Luíza de Brito Piresannaluizabrito2208@gmail.comSônia Aparecida Siquellisoniapsiquelli@gmail.com<p>Este artigo busca compreender e analisar uma amostra de produções científicas dos último cinco anos sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) pelos estudantes na pesquisa e elaboração de trabalhos acadêmicos. Analisa e discute sobre a formação de estudantes no Ensino Superior, entendendo o uso da IA natural, mas com a reponsabilidade de diálogo sobre a ética que permeia as práticas acadêmicas. A hipótese é de que ao abordar a IA e a ética em Educação é o mesmo que remeter o estudante às legislações e normativas. A metodologia, de natureza qualitativa, inicialmente será realizada a revisão de literatura sobre ética ao se usar ferramentas de IA no Ensino Superior, refletindo sobre as implicações oriundas do seu uso. Os resultados mostraram desafios de responsabilização no uso ético da IA e na ausência de discussão consolidada, específica do Ensino Superior no diz respeito ao plágio e formação de professores.</p> <p>Palavras-chave: Questões éticas; Técnica; Algoritmo; Reflexão Crítica.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/186A QUEM INTERESSA NOSSO MEDO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)?: 2026-02-04T20:40:30+00:00Ofelia Maria Marcondesofelia@ifsp.edu.br<p>Este artigo desenvolve uma reflexão sobre os interesses por trás da disseminação do medo em relação à Inteligência Artificial (IA) e seus impactos na vida social e na educação. Parte-se do princípio de que vivemos sob uma lógica hegemônica que é patriarcal e capitalista, promovendo a reprodução e o fortalecimento de estruturas herdadas do colonialismo; assim, permanecemos imersos em uma colonialidade do poder. Nesse contexto, analisa-se o controle da IA pelas <em>big techs</em> e seus <em>Chief AI Officers</em> (CAIOs), agentes motivados por interesses econômicos e pela manutenção do <em>status quo</em>. A investigação demonstra como a colonialidade se manifesta no ambiente digital, ilustrada pelo anúncio de uma “ministra virtual” nomeada na Albânia em 2025. Este exemplo evidencia problemas ético-políticos como a tecnocracia e a ilusão de neutralidade na tomada de decisões. Argumenta-se que as ferramentas digitais “tomam” decisões baseadas exclusivamente em dados e não por meio da experienciação humana, sua ética reflete os valores das empresas que a controlam. Diante disso, o estudo direciona sua análise para o campo educacional, propondo que a superação da colonialidade tecnológica somente é possível mediante um trabalho educativo “suleado” pela formação crítica e emancipatória. Conclui-se que o temor em relação à IA interessa àqueles que dirigem sua aplicação e estabelecem um ambiente controlado conforme seus interesses econômicos e de dominação.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/189A ruminação filosófica no contexto da inteligência artificial2026-02-09T22:42:13+00:00Alianna Caroline Sousa Cardoso Vançancardosovancan@gmail.comAlécio Donizete da Silvaaleciodonizete.silva@gmail.com<p>Este artigo analisa como os sistemas algorítmicos e as infraestruturas de inteligência artificial reconfiguram processos de subjetivação, racionalidades educativas e regimes de verdade no contexto do neoliberalismo digital. A hipótese é de que o ensino de filosofia, enquanto prática de liberdade, pode desempenhar papel central na formação crítica perante os limites éticos, políticos e existenciais da IA. Ancorada no conceito foucaultiano de governamentalidade e na noção de governamentalidade algorítmica, a investigação compreende Inteligência Artificial como tecnologia de poder que opera pela antecipação, mensuração e modulação das condutas, incidindo diretamente sobre a formação da subjetividade e sobre o campo educacional. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa crítica de caráter genealógico, articulando a crítica foucaultiana dos dispositivos de poder à filosofia de Nietzsche, especialmente à noção de ruminação, entendida como prática formativa de resistência à aceleração cognitiva e ao pensamento automatizado. A partir desse diálogo, o artigo sustenta que o ensino de filosofia pode constituir um espaço ético-formativo de resistência às lógicas performativas intensificadas pelas tecnologias algorítmicas. Em perspectiva decolonial, tensiona-se os saberes digitocráticos hegemônicos no âmbito das epistemologias insurgentes e práticas educomunitárias situadas no Sul Global. Fica clara a necessidade de uma educação crítica capaz de habitar o digital sem reproduzir a colonialidade do poder.</p> <p> </p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/179Vigiar sem Punir? O Aprimoramento do Sistema Global de Vigilância Digital Capitalista Baseado nos Big Data e na Inteligência Artificial Generativa2026-02-11T20:41:44+00:00Illyushin Zaak Saraivaillyushin.saraiva@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Em “Vigiar e Punir”, Michel Foulcault introduz uma nova ferramenta de análise social via estudo dos sistemas de vigilância e punição presentes em espaços estatais modernos, como hospitais, escolas e prisões. Mas é na “Aula de 11/01/1978” onde Foucault sistematiza, dentro do seu conceito de biopoder, a análise sobre os mecanismos de poder e seu papel de controle social dentro das estruturas políticas. No contexto de surpreendentes mudanças vivenciadas a partir da posse de Donald Trump em janeiro de 2025, com ataques e violações aceleradas aos direitos e liberdades de imigrantes e cidadãos estadunidenses, incluindo tentativas de criação de sistemas de vigilância ‘ideológica’ digital contra residentes naquele país, este trabalho, a partir do conceito do </span><em><span style="font-weight: 400;">panóptico</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">Foucaultiano</span></em><span style="font-weight: 400;">, realiza análise inicial sobre o uso sistemático e invasivo das tecnologias de comunicação pelo capital dominante, desde finais do século XX, mas com maior visibilidade na década de 2010, com investimentos bilionários, para vigiar e controlar bilhões de cidadãos através de suas conexões às redes sociais via computadores e smartphones, destaque aos vazamentos de informações sigilosas realizados por </span><em><span style="font-weight: 400;">whistleblowers</span></em><span style="font-weight: 400;"> em iniciativas como </span><em><span style="font-weight: 400;">Wikileaks</span></em><span style="font-weight: 400;">, além do uso massivo de </span><em><span style="font-weight: 400;">fake news</span></em><span style="font-weight: 400;"> para gerar comoção e interferir no jogo democrático.</span></p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/162O TRABALHO COLABORATIVO ENTRE PROFESSOR DO ENSINO REGULAR X PROFESSOR DO AEE2025-09-21T14:55:14+00:00MARIA DE JESUS XAVIER DOS SANTOS FARIASjesusthay10@gmail.com<p>O trabalho colaborativo entre o professor do ensino regular e o professor do AEE é um imperativo para a construção de uma educação inclusiva. Através da soma de conhecimentos e práticas, esses educadores podem criar um ambiente de aprendizagem que respeite e valorize as diferenças, garantindo que todos os alunos tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial. Ao enfrentar os desafios e promover uma cultura de colaboração, é possível avançar para uma educação mais equitativa e respeitosa, onde todos os estudantes se sintam acolhidos e motivados a aprender e a participar ativamente da vida escolar. É nesta perspectiva que se fundamenta a esperança de um futuro educacional mais inclusivo e transformador. Apesar dos benefícios evidentes do trabalho colaborativo, ainda existem desafios a serem enfrentados. A falta de formação específica e contínua para professores do ensino regular pode dificultar a implementação de práticas inclusivas. Muitas vezes, esses educadores sentem-se inseguros ou despreparados para lidar com a diversidade de suas turmas, o que pode resultar em um ambiente de exclusão. Além disso, a estrutura organizacional das escolas nem sempre favorece a colaboração efetiva entre os profissionais. Muitas instituições ainda operam com uma lógica segmentada, onde o trabalho em equipe é pouco promovido, dificultando a articulação entre os professores. Com isso, é imprescindível que as instituições de ensino promovam uma cultura de colaboração e que os gestores escolares incentivem o diálogo e a formação conjunta para que o trabalho entre os professores do ensino regular e do AEE se torne uma prática comum e frutífera.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/172Gamificação na Educação: como jogos e elementos de gamificação podem ser usados para melhorar o engajamento e a aprendizagem dos alunos?2025-11-04T18:44:18+00:00VALDEMIR RIBEIRO FARIASvaldemirrf@gmail.com<p>A gamificação na educação tem se destacado como uma abordagem inovadora para aumentar o engajamento e a eficácia no processo de ensino-aprendizagem. Ao integrar elementos de jogos, como recompensas, níveis e competição saudável, os educadores conseguem transformar o ambiente educacional em uma experiência mais interativa, envolvente e motivadora. Este artigo tem como objetivo geral investigar como a gamificação pode ser utilizada no contexto educacional para melhorar o engajamento e a aprendizagem dos alunos, com foco na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A pesquisa é fundamentada em uma revisão bibliográfica e inclui o relato de uma experiência prática em aulas de Filosofia, Sociologia, História, Geografia, Física, Química, Matemática, Biologia, Inglês e Espanhol, desenvolvidas com uma turma da EJA, terceiro segmento. Os resultados demonstraram que a gamificação teve um impacto positivo, aumentando o interesse e o engajamento dos alunos, além de contribuir significativamente para a melhoria da aprendizagem. Ao explorar tanto os benefícios quanto os desafios dessa metodologia, o estudo reforça a importância da gamificação como estratégia pedagógica, especialmente para contextos educativos que enfrentam no cotidiano de motivação e evasão escolar.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/173PRÁXIS E FORMAÇÃO DOCENTE: FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS PARA UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA 2025-12-13T23:23:42+00:00Marco da Silvamarcoaurelio22000@gmail.com<p class="western" lang="en-US" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo analisa a centralidade da práxis na formação docente contemporânea, retomando aportes marxianos e freireanos. Examina as tensões entre teoria e prática e como o tecnicismo, a intensificação do trabalho e a desprofissionalização simbólica afetam o saber profissional. Propõe uma perspectiva crítica que compreende a docência como prática social situada e politicamente comprometida. Sustenta que a práxis é o núcleo ontológico da educação e o horizonte para reconfigurar currículos, políticas formativas e modos de produção do conhecimento. Conclui que reinventar a profissionalidade exige a sistematização coletiva da prática, o fortalecimento da autoria pedagógica e um compromisso ético com a transformação social. </span></span></p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/174FORMAÇÃO, SINGULARIDADE E DOMESTICAÇÃO: UMA LEITURA NIETZSCHIANO-SCHOPENHAUERIANA SOBRE EDUCAÇÃO, BNCC E PEDAGOGIA DAS COMPETÊNCIAS2025-12-13T23:25:50+00:00Marco da Silvamarcoaurelio22000@gmail.com<p class="western" lang="en-US" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo analisa, sob perspectiva filosófico-educacional, o texto </span></span><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Schopenhauer como educador</span></span></em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, de Nietzsche, destacando sua contribuição intempestiva para a crítica das instituições formativas modernas. Argumenta-se que Nietzsche identifica, na cultura de seu tempo, uma covardia moral derivada do espírito gregário, o qual produz subjetividades conformadas e avessas à singularidade. Em contraposição, o filósofo propõe uma concepção de formação ancorada na criação de si, entendida como potência estética e ontológica orientada à autossuperação. A partir da parábola do viajante, discute-se o diagnóstico nietzschiano da massificação e a emergência da arte como princípio de individuação. Examina-se ainda a crítica de Nietzsche aos modelos pedagógicos que promovem unilateralidade ou nivelamento, defendendo-se uma educação que opere como libertação das forças vitais. Por fim, enfatiza-se o papel de Schopenhauer como paradigma do educador autêntico, cuja vida e estilo encarnam a possibilidade de resistência crítica e afirmação singular. Conclui-se que a proposta nietzschiana permanece atual ao tensionar práticas educativas centradas na adaptação e ao convocar pedagogias voltadas à autenticidade, criação e coragem ética.</span></span></p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/184Paulo Freire: elementos do seu contexto histórico e implicações para a construção da sua Pedagogia2026-02-02T14:35:59+00:00Ruth Pavanruth@ucdb.brMarcelo Augusto da Costaagustoseminarista@hotmail.com<p>Este artigo é um recorte da discussão efetuada em uma dissertação de Mestrado em Educação e tem como objetivo apresentar alguns elementos do contexto histórico em que viveu Paulo Freire e que implicaram a construção de sua Pedagogia. Para isso, apresentam-se algumas reflexões introdutórias e, em seguida, aspectos relevantes de sua história e de sua Pedagogia. Finaliza-se ressaltando a importância de Paulo Freire para uma educação crítica e emancipatória.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/188Humboldt nos jardins de Burle Marx: paisagismo biogeográfico2026-02-05T00:40:44+00:00Breno Aurélio Ribeirobrenorib03@gmail.comCarlos Francisco Gerencsez Geraldino carlosgeraldino@ifsp.edu.br<p>Por meio da Biogeografia, este artigo investiga a proximidade entre o conceito de paisagem formulado por Alexander von Humboldt (1769 – 1859) na Geografia Moderna e o paisagismo tropical de Roberto Burle Marx (1909 – 1994) no modernismo brasileiro. O objetivo central foi compreender as conexões científicas e artísticas da paisagem e os pontos conceituais comuns entre ambos. A hipótese baseia-se em aspectos formativos e práticos da trajetória de Burle Marx, como sua infância ligada ao cultivo de plantas, o contato com leituras especializadas, a experiência cultural na República de Weimar e a visita ao Jardim Botânico de Berlim, além de sua formação artística e das expedições botânicas pelos biomas brasileiros. Esses elementos revelam afinidades com o pensamento humboldtiano, indicando a possibilidade de uma correlação conceitual entre os dois autores a partir da Biogeografia e evidenciando a presença dos estudos geográficos na construção de outros campos do conhecimento.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/193Do desconcerto do mundo à tentativa [poética] de o concertar: a ética como a chave única para todo um processo de transformação, em “A Voz das Minhas Entranhas”, de Deusa d’África2026-02-26T17:06:49+00:00Matos Matossesandro.baraldi@gmail.com<p>O livro, A Voz das Minhas Entranhas, está estruturado em duas partes: a primeira, é atribuído o nome Masmorra, tem 26 poemas e a segunda, Fórmula da morte, com 13 poemas. É o primeiro livro de Deusa d’África, editado pelo Fundac, em 2014. Depois, vieram outros: Equidade no Reino Celestial (romance), pela Editora de Letras, em 2014; Ao Encontro da Vida ou da Morte (poesia) pela Editora de letras em 2014; Cães à Estrada e Poetas à Morgue (poesia), pela Alcance Editores, em 2022; Uma Onça na Cidade (romance), pela Alcance Editores, em 2023; METAMISERISMO Uma Nova Escola Literária, em co-autoria com o escritor Dom Midó das Dores, pela Alcance Editores em 2023; Co-autora do livro organizado por Cíntia Acosta Kutter e Gabriela Silva, Femininas Vozes Transatlânticas. In. O Escritor e o Construtor ‒ auto-apresentação de “a voz das minhas entranhas, ao encontro da vida ou da morte e equidade no reino Celestial”. Bestiário. 2024.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/190Ideias à deriva num mar rumo ao Sulear: um debate sobre decolonialidade2026-02-26T16:29:46+00:00Ofélia Maria Marcondes et al.ofelia@ifsp.edu.br<p>Sulear o pensamento é mais do que enfrentar ou gerar polarização Norte e Sul, é realizar uma reflexão radical, rigorosa e contextual da realidade a partir das circunstâncias e da produção de conhecimento, é estabelecer o diálogo efetivo com a realidade desde nosso solo, com epistemologias próprias. O Sul produz filosofias e não apenas repete a filosofia do norte global. A filosofia não é grega, nem mesmo europeia, ou de qualquer outro lugar único e específico, é produção humana que busca explicitar como o mundo, a sociedade, as culturas se constituem e pensam. A solução de nossos problemas já não pode mais ter como único ponto de partida a filosofia eurocêntrica. Essa atitude resultou, ao longo dos tempos, na construção de “más cópias”, nas palavras de Leopoldo Zea, das soluções europeias para problemas latino-americanos.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofiahttps://rgt.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/185"Mas eles não são do demônio?"2026-02-04T01:42:07+00:00José Pascoal Mantovaniprof.pascoalmantovani@gmail.com<p>Este artigo analisa como o racismo se manifesta no cotidiano escolar, utilizando a intolerância religiosa como um de seus principais dispositivos de manutenção. O objetivo é discutir o papel da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) no combate aos mecanismos que sustentam a segregação na sociedade brasileira. A partir de um relato de experiência/pessoal, discute-se a urgência de estratégias pedagógicas que interrompam a perpetuação de exclusões de raça, gênero e classe. A fundamentação teórica ancora-se nas contribuições de Nilma Lino Gomes sobre currículos antirracistas, na perspectiva da interculturalidade crítica de Catherine Walsh e nas propostas teórico-práticas de Vera Maria Candau e Luiz Fernandes de Oliveira. Conclui-se que o enfrentamento ao fenômeno exige não apenas a denúncia do impacto do racismo religioso, mas a construção de caminhos de ressignificação e valorização das identidades no espaço educativo.</p>2026-03-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Cactácea – Educação, Filosofia